A RAPARIGA QUE USAVA SAIAS NOS DIAS DE VENTO | DANÇA CONTEMPORÂNEA
No palco, esse corpo espelha como tudo é vivido da perspetiva inaugural. A primeira mulher que nasceu com dois corações. Um monstro com a alma tripartida e as saias são aquilo que carrega de mais fútil no corpo. As feições mímicas da intérprete manifestam a encarnação de um novo deus e do velho diabo. A loucura personificada num corpo de mulher, de uma menina de areia, que corporaliza como é desmontar-se para salvar a casa que ardeu no mundo que ninguém vive. O dia do seu nascimento foi o dia da morte das coisas simples. Uma peça na tentativa de justificar uma existência marcada pela lenda da mulher que nunca pode ser, e isso diz tudo não? Sim. Esta é a rapariga que usa saias nos dias de vento, mas desta vez, sou só um esboço.
8 Fevereiro, 19h
Centro Cultural de Carnide, Rua Rio Cávado – Carnide
T. 931 462 210
Bilhetes à venda na Ticketline